Jornalistas: viva a opinião sem diploma!

Oi, bolacha jornalista que vai já já se chatear comigo.

jornalismo

Aproveito meus 15 minutos de seriedade para deixar claro: gostei muitíssimo do fim da exigência de diploma no jornalismo. Não acho que essa seja uma profissão na qual o conhecimento acadêmico-científico é fundamental. Assim como na literatura e nas artes cênicas, a experiência acadêmica é enriquecedora e extremamente importante, mas não é fundamental.

Quando compro um jornal, estou comprando arte (da boa escrita) e opinião. O mesmo não ocorre quando eu compro um habeas corpus ou uma cirurgia. Não quero achismos em uma cirurgia, quero a coisa certa, exata e precisa. Quero que meu médico e meu advogado sejam donos da verdade, coisa que não exijo de nenhum jornalista.

Acho até que mecânicos de carro deveriam ter diploma, porque eles fazem cirurgias no meu carro e eu não tenho um conselho para reclamar. Jornalistas, entretanto, vendem, sobretudo, uma opinião e essa não precisa ser correta, nem exata.

Se jornalismo fosse mesmo o que os profissionais dizem ser, saberíamos, pela imprensa, que não temos educação pública há mais de 15 anos nesse país. Que simplesmente não existe mais reprovação nas escolas públicas e que o governo neo-liberal transformou nossos professores em babás. O que diz a imprensa sobre isso? Diz que o fundamental é ter diploma. O fato de não termos educação básica na rede pública é um fato menor.

Embora eu tenha dois pés atrás com a parcialíssima revista Veja, eu me vi concordando com a “Carta ao leitor” que aplaudiu o fim da exigência de diploma e, mais ainda, concordo em gênero número e grau com o antropólogo George Zarur , para quem a reserva de mercado para os diplomado “consiste em evidente cerceamento da liberdade de expressão e da livre troca de idéias”

Pois minha opinião vai de graça: o fundamental é ter algo a dizer.

Xêro!

9 Respostas

  1. ai guria, sei lá, eu acho que sim, que deveria ser exigida essa graduação pra exercício da profissão, e penso que se eu estiver ruinzinha eu vou à um médico, não à um curandeiro…
    não sou nenhuma bolacha jornalista, mas acho fundamental que o que se tenha a dizer seja correto.
    bjks da Rainbow

  2. Acho que o jornalismo só se enriquece com o fim da exigência. Acredito que haja espaço para os dois tipos de profissionais, e que essa combinação é que torna a imprensa mais rica.

  3. Ah, acho uma catástrofe o fim dessa exigência de diploma para ocuparem o cargo de jornalistas. A questão é que quem tem o curso, o estudo, o profissionalismo, perde no mercado pelo pessoal que não tem e fica sem emprego. Se já está como está e antes era necessário diploma, como ficará depois? Ao que parece empresários querem despedaçar a categoria dos jornalistas pela capacidade de manipular opiniões que eles têm, por serem estudados. Discordo desse ato!

    ‘Xêro’, desocupada! ;)

  4. Muita calma nessa hora. Concordo um pouco com vc quando diz que quando compra um jornal, compra opinião. Mas não sempre. Uma notícia por exemplo, não é opinião. Além do mais, há um código de ética que todo jornalista deveria obedecer. Acho que se o Jornalista não precisa de diploma, então o Contador, o Médico ( pq não? há milhares de parteiras no país que já trouxeram muitas crianças ao mundo e não necessitaram de um diploma), Advogado, entre tantos outros também não precisam de diploma. O fim da exigência do diploma de Jornalismo está sendo tratado como “liberdade de expressão”, mas o buraco é muito mais embaixo. Se a qualidade do Jornalismo hoje já é grande coisa, quero ver daqui pra frente.

  5. genteeee to passadaaaa!
    num é que vc é óóóótima falando sério também! rsrs
    parabéns, menina! já pode casar e ser jornalista! ;)

  6. RAINBOWN, também penso como você. Se eu estiver ruinzinha, prefiro o médico. Mas se só houver curandeiro, ou parteira por perto, vou no mais experiente. Mas na hora que eu leio, vou querer a opinião do médico, do curandeiro, da parteira… sacou? Eu quero todas as informações que eles podem me dar e vou guardar a opinião de cada um deles considerando o que cada um é: um médico, um curandeiro e uma parteira.
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    ALICE – por alguns segundos, tive receio de você discordar, acredita? Mas, que bom, pensou afinadinho comigo. Assim-assim, ó, ó!..
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    ISABELA, que coment bom e honesto!
    Realmente, eu também sinto por aqueles que investiram grana (e muita!) nesse diploma (e acho até que eles vão conseguir o retorno da exigência!!), mas a questão não é essa. Assim como a qualidade (baixíssima) do ensino brasileiro (inclusive o superior), a questão do desemprego, que afeta a todos nós, direta ou indiretamente, não vai ser resolvida com reserva de mercado para os diplomados. Mas a questão que eu discuto não é econômica, é ética e sócio-cultural. E ao que me parece, os empresários querem despedaçar os trabalhadores desde que inventaram o capitalismo.
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    CAMILLA, concordo com você também: uma notícia não é mesmo uma opinião (embora muitas vezes os repórteres não se furtem opinar). Mas uma notícia pode ser dada por qualquer um – que nos digam as pessoas comuns do Irã. Assim, acho que o jornalista não precisa de diploma, nem a parteira, nem o agente de saúde, nem o gari, nem o PM, mas seria excelente se todos tivessem. Do médico, porém, de quem eu espero perícia, eu exijo o máximo do conhecimento científico.
    Agora, quando eu compro os jornais, acho que quase sempre eu compro opinião. Exceto pelo Diário Oficial (e há controvérsias), as notícias que eu leio vêm sempre com um toque pessoal do redator (ou de seu editor, ou do chefe do editor…). Acho isso até charmoso. Só não acho que precise de universidade pra ser charmoso…
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    CLAUDIA, não fala assim que eu fico boba e acredito!!!! Quero eleição, viu?
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    Valeu pelos coments bem educados, meninas!

  7. A faculdade não é só importante para que o Jornalista aprenda a ser jornalista, a adequar seu texto, a apurara suas informações. Sim há parcialidade nos veículos, mas é importante lembrar que esses veículos são empresas, e fazem do jornal um produto que precisa ser vendido, o culpado disso não é o Jornalista.
    Voltando ao estudo, passar por uma universidade não ensina somente o que está no livros, te dá vivência, te dá um conhecimento maior da vida e do que existe ao seu redor, te dá experiência de quem já está nessa a muitos anos.

    De qualquer forma duvido que a não obrigatoriedade do diploma mude muita coisa, já é dificil um jornalista se colocar no mercado com diploma imagine sem. As ‘empresas de comunicação’ não aceitarão ‘jornalistas’ sem diploma.

    Abç, Cames

  8. Te mandei um e-mail pra esse contato ai ao lado (hotmail). É pra uma materinha pro meu blog. Assim que puder me responde. beijos.

    Ps. E quanto ao diploma eu, como jornalista formado pela UFPA, acredito que jornalismo se faça colocando a mão na massa, assim como fazem os cozinheiros. =)

  9. Sobre a profissão de jornalista(acho que vão continuar a exigir o diploma como diz a Cames).Quanto ao button que você fez do meu blog.Gente,ficou muito lindinho,obrigada querida.Seu blog também é delicioso.

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