Agradecimentos à Ana Paula, pela gentilíssima revisão. E questiono aos belenenses: por onde andará Fryda, minha revisora-mor ?
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(Continuação do conto, depois daquela noite inglória e bastarda)
Capítulo 17: Bebida, boteco e boate
- Sim, mas e aí? Terminou nisso? Dormiram de bundinha? – perguntou Armando, chocado com o relato, após haver, mais uma vez, insistido que Ana não merecia a atenção de sua amiga Hellena. O professor perguntava-se se não estaria com ciúmes por ver a amiga tão interessada em outra pessoa; ciúmes de amigo… Mas não, Armando estava convencido de que aquele era um casal mais que improvável.
- Mas que inferno Hell!
- Ai, pára! – respondeu Hellena, sorrindo sem graça do trocadilho.
- Eu não podia fazer mais nada. Não dava pra insistir. E, mesmo se insistisse, não ia saber muito bem o que fazer. Eu queria muito que ela quisesse isso tudo comigo, mas não foi desse jeito… Dane-se!
Hellena disse ao amigo que havia chorado de raiva e a cara de “ta vendo…” que ele fez, dava forças para que ela superasse a tristeza. Sentia-se como se tivesse perdido alguém. Definitivamente, dizia-se estar percorrendo um caminho sem volta e que não tornaria a procurar a designer.
- Então desencanou desse papo de mulher?
- Jamais! Não é porque eu ainda não achei a mulher certa que eu vou desistir de procurar, né?!
- Ai, arrasou caralho! E esse babado vai ser pra hoje, porque a senhora vai tirar essa camiseta horrorosa, vai se jogar num visual moderno e a gente vai afogar essa sua mágoa na santa trilogia! Animou-se Armando, referindo-se ao que ele chamava de santíssima trindade do babado: “bebida, boteco e boate”.
Divertiram-se aquela noite. Hellena tentou paquerar algumas garotas, mas lhe faltava à prática. No barzinho gay, foi cantada por algumas mulheres, mas não achou nenhuma interessante.
- As mais feias são as mais atrevidas e eu sei por que: gente feia não tem muito a perder, então atacam mesmo – dizia Armando, fazendo a amiga cair na risada. Fazia certo sentido. Mas não era apenas isso. Havia mulheres interessantes também, mas eram atiradas demais. Outras pareciam vulgares. Outras não tinham um perfume agradável e, lógico, tinham aquelas que pareciam perfeitas e que já estavam acompanhadas.
- Isso porque você está procurando a mulher perfeita e eu vou lhe dizer a verdade: se mulher perfeita existisse eu não seria gay – teorizava o professor. Mas Hellena empenhava-se de fato em arranjar uma companhia, sem obter qualquer sucesso.
- Acho que elas pensam que nós somos namorados…
- Tá doida? Todas essas rachas já me viram aqui dentro me esfregando com homem, vão achar que eu tô quebrando louça contigo? Pirou?
- Então pode ser que elas não me achem suficientemente gay – argumentou a professora.
- Aaahhh! Mas, isso você não é mesmo! A única mulher que você pegou até hoje foi “a Rubens”. Pode ser que elas pensem que você é fresca… E, até que elas têm razão!
- Oh, bicha não implica e nem tira as forças. Eu vou chegar lá! Mas, não precisa ser com o primeiro bagulho que eu cruzar pela frente, né?!
- Não, não precisa, mas não vai ficar que nem a Ivete Sangalo, que já passou dos 30 e ainda pensa que é hetero…
- Hahahahaha! O problema da Ivete é a mídia. O meu é a falta de propaganda – respondeu Hellena ao amigo.
Um dia, na porta do banheiro, Hellena levou uma fechada de uma garota muito nova, de uns 18 anos. Era uma morena bonita, de cabelos negros muito lisos e um sorriso misterioso. Olhou Hellena nos olhos e foi direto ao assunto, sussurrando em seu ouvido:
- o bom desse som alto é que a gente precisa encostar-se no ouvido pra falar.
A professora sentiu um arrepio com a voz da morena. “Tá subindo pelas paredes, né Hell?”, ecoava uma voz em si.
Sorriu para a estranha, mas não falou nada. Não precisou. A mulher ficou encarando seus olhos e depois seus lábios. Ficaram naquele namoro silencioso até que a outra foi se aproximando da boca de Hellena e, enfim, beijaram-se. A professora imediatamente teve um flash de memória, lembrando os lábios perfeitos de Ana Maria. Abriu a boca e quando respirou foi invadida por um cheiro de álcool e cigarro. Beijou sem ânimo. A morena percebeu e perdeu um pouco da pose dominadora. Era, de novo, somente uma menina meio embriagada, fazendo papel de mulher má.
Hellena e a estranha trocaram telefone, mas a professora inventou uma dor de cabeça. Voltou à mesa do bar e despediu-se de Armando, com a mesma desculpa. Foi pra casa pensar em Ana Maria. Não foi para casa com esse intuito, mas porque estava cansada de “dar com os burros n´água”; entretanto, a reflexão sobre o quê se tornara sua vida faziam-na lembrar de Ana Maria. “Falta do que fazer!”, lembrou-se das palavras “gentis” de Armando e concordou. Precisava dar um rumo para a sua vida e isso não implicava necessariamente em ter que estar namorando alguém.
Ana Maria havia finalmente encerrado o trabalho no Universo e isso foi um alívio para a professora. Hellena viajou com os pais durante as férias escolares e o início do segundo semestre foi marcado pelo começo das aulas no mestrado. Hellena estava empolgada com a nova turma, sua vida profissional continuava na mesma e Rubens voltou a tratá-la com cordialidade.
Tudo parecia estar nos eixos naquele domingo, na casa de Fabrício, o divertidíssimo novo namorado de Armando, um cara bem mais velho que o professor e que também dava aulas, mas na universidade. Fabrício Cunha era doutor em geografia e aparentava ter menos que seus 39 anos. Além deles dois, outro casal de gays estavam no jardim da casa. O geógrafo havia informado que esperava para o almoço uma de suas orientadas no mestrado, o que não demorou a acontecer.
- Uau! Que casal bonitinho – disse Armando, fazendo Hellena se virar para a porta. Ficou surpresa ao ver Ana Cristina entrar com a loira vara-pau. “Ai, que saco!”, pensou a professora, sem deixar transparecer seu desagrado para o amigo. Sabia que seria muito pior se ele soubesse de sua implicância com a mulher.
Todos se cumprimentaram e Hellena ficou sabendo que a loira havia sido orientanda de Fabrício e que já havia concluído o mestrado. “Grande merda!” pensou Hellena.
- Acho que você já conhece a Bia, não é Hellena? – perguntou Ana Cristina, com um sorriso que Hellena considerou “um risinho tão idiota de namoradinha”.
- Na verdade, nunca fomos apresentadas formalmente. respondeu a professora.
- Hellena Vargas, Beatriz Nogueira – disse Cristina apresentando-as.
- Prazer – disse Hellena, respondendo à mão “gigantesca” oferecida pela loira.
- Prazer, Hellena – disse a outra, segurando firme a mão da professora.
Hellena achou que a loira tinha um sorriso debochado e que a encarava demais. Talvez estivesse procurando encrenca, “porque com certeza a Cristina já deve ter dito que eu tive um interesse por ela” pensou. Talvez fosse coisa da sua cabeça, resolveu perguntar para a pior pessoa do mundo.
- Você acha que ela está me encarando?
- Quem dera, porque eu acho essa loira um luxo.
- Oh, viado, que coisa terrível. Olha lá essa criatura magra, branca e com barriguinha. Sem condições…
- Meu amor, essa barriguinha, totalmente aceitável, chama-se mestrado com a gordurinha no doutorado, tá?
A informação de Armando surpreendeu Hellena. A professora sentia como se estivesse competindo com a loira, que acabara de se jogar na piscina. E para o seu total desprazer, sentia que estava perdendo.
Na piscina, Beatriz, Cristina e o casal de gays competiam para ver quem dava mais voltas embaixo d’água, sem respirar. Beatriz e o mais novo dos rapazes estavam empatados, quando Hellena, Fabrício e Armando se aproximaram do grupo.
- Olha, esse é o esporte da Hellena. Não quero gabar minha amiga, mas ela sempre foi boa nesse negócio de ser peixinho – anunciou Armando, deixando Hellena nervosa. A professora tinha pavor de competir e perder. Preferia não entrar em nenhum tipo de disputa, se não tivesse certeza de que poderia vencer. Mas a voz que vinha da água atiçou o instinto competitivo da professora.
- Hmmmm… Precisamos ver tamanha habilidade – brincou Beatriz. Os outros pediam pela disputa e Hellena entrou na água. A loira parecia medi-la da cabeça aos pés. Mergulharam. A professora tentou concentrar-se nas braçadas embaixo d’água e forçou ao máximo a velocidade de seus movimentos. Um puxão na perna esquerda fez com que ela lembrasse, com atraso, de uma regra básica nos esportes: a falta de aquecimento pode causar distensão muscular. Quando se levantou, a loira estava a alguns metros à sua frente e, o rapaz, um pouco atrás da outra mulher. Hellena saiu da água sentindo um puxão em sua perna que doía muito menos do que seu orgulho ferido. Beatriz comemorava a vitória.
- Tá tudo bem, Hellena? – Cristina perguntou na saída do banheiro.
- Tá sim, foi só um descuido… – respondeu a professora, notando o olhar interessado da veterinária.
- É? Deixe-me dar uma olha – retrucou a outra.
- Então tá, mas eu sei que você é médica de animais… – brincou Hellena.
- Eu pensei que você fosse um peixinho… – disse Cristina com um tom de voz mais baixo, pegando firmemente na perna machucada de Hellena.
- Olha, acho que a sua namorada não vai gostar de ver a gente aqui nessa posição.
- A Bia? – a veterinária riu – Não é minha namorada. É hetero. E namora o Marco Antônio, amigo de seu diretor. Pensei que soubesse.
Hellena lembrou do dia da festa, quando achou tudo meio bizarro. Ana Maria estava perto de Marco Antônio, Beatriz estava perto de Rubens e Cristina. Todos numa roda confusa demais para a sua cabeça.
- Nós somos apenas amigas – insistiu a veterinária, aproximando o rosto de Hellena – E, aliás, eu continuo esperando a sua ligação.
Hellena abriu um sorriso. Sentiu-se extremamente confortável com a informação e com a presença de Cristina. E foi com calma ali mesmo, em pé, na porta do banheiro, que recebeu um beijo calmo e envolvente da veterinária. Hell foi ao céu com aquela sensação deliciosa..
Cap: 18 Um novo tempo
Os lábios de Cris tinham uma firmeza carinhosa. Hellena sentia em todo seu corpo uma moleza. Os braços da veterinária vinham em seu amparo, apertando bem junto ao corpo, estacionando as coxas no meio das suas. Lábios firmes, decididos e sem pressa. Parecia que o mundo poderia acabar naquele momento, mas os lábios não desistiriam de buscar um encaixe perfeito. Quando se encaixaram, Hellena abriu suavemente a boca e levou a língua bem junto à sua saída, apenas para recepcionar, com a pontinha úmida, a língua cheia de desenvoltura que Cristina serpenteava para dentro de si. O movimento da língua, massageando o céu de sua boca, obedecia à cadência imposta pelas mãos que dançavam em suas costas nua. As mãos regiam o ritmo que mexia os quadris encostados, subia pelas duas colunas que se moviam e terminavam na ponta da língua, que agora a professora sugava como se fosse uma extensão de seu próprio corpo, massageado ali, onde as coxas se encontravam.
As mãos de Hellena estavam se sustentando nas costas de Cristina, por baixo dos braços da outra. E quando a veterinária removeu lentamente a língua de sua boca, enchendo de ar os pulmões, Hellena despertou de sua passividade e puxou Cristina para si. Era a sua vez de reconhecer-lhe a boca. Pincelou a língua levemente nos lábios da veterinária, pedindo passagem. Quando a boca se abriu, foi mergulhando, descobrindo a ponta dos dentes, o céu sem estrelas, e a língua que então lhe visitara. Cristina retribuiu o carinho na língua e ficaram assim, estremecendo e vibrando seus corpos até que, em meio a uma respiração, Hellena vislumbrou uma figura que desviava os olhos e dava meia volta em direção à piscina. Hellena não pensou muito no assunto, mas sentiu que Beatriz parecia ter um olhar de decepção vendo as duas juntas. Foi apenas um relance, um segundo, mas a professora ficou com a impressão de que entre elas havia algo mais que a amizade declarada por Cristina. Pelo menos da parte da loira. Esses pensamentos vieram como flashes para Hellen, mas foram segundos suficientes.
- O que foi…? – sussurrou Cristina, numa voz sumida, típica de quem está excitada.
- hmmm… Nada não. É que sua amiga veio aqui, olhou e deu meia-volta. Acho que não gostou.
- A Bia? Nada a ver. Ela com certeza deve ter ficado sem graça em ver a gente se beijando. Mas não é problema algum – respondeu-lhe a veterinária, dando um beijo suave em Hellena. O clima havia sido quebrado. Mas a vontade permanecia. Combinaram de se encontrar naquela tarde. Cristina não poderia sair dali com Hellena porque estava com Beatriz e havia deixado o carro na casa da amiga. Voltaram para a companhia do grupo de amigos e combinaram um encontro depois das seis.
Sorvete no fim da tarde, olhares no shopping e a lembrança do beijo deixavam Hellena inquieta. Queria sentir de novo aqueles lábios e não conseguia parar de salivar olhando para eles. Não tinham gostos parecidos. Hellena era mais agitada que Cristina. A outra gostava de MPB, lia romances consagrados, gostava de comédias românticas. Hellena ainda assim achava uma graça o jeito que ela sorria, mostrando todos os enormes dentes brancos. Quando estava séria, Cristina exibia uma cova no queixo. Hellena queria poder tocar aquele rosto bonito, recoberto por uma penugem fina. Cristina tinha os cabelos castanhos muito lisos, cortados pouco acima dos ombros. Se amarrasse um coque, pareceria um camafeu, com um rosto anguloso e um olhar sereno. Hellena queria muito continuar a sessão de beijos, que só seria retomada depois das 10 da noite, no quarto da professora. Ficaram sem coragem de sugerir um lugar reservado para ficar namorando. “Se eu disser motel vai parecer que estou implorando pra gente transar…”, pensou a pr
ofessora muitas vezes, antes de perguntar se queria conhecer sua casa.
Mal a porta do quarto se fechou, retomaram os beijos. A professora tomou a precaução de fechar a porta e contou com a discrição de seus pais, que haviam cumprimentado a veterinária na entrada da casa. Hellena recordou-se por alguns instantes da cara de sua mãe quando viu Ana Maria em seu quarto. Havia dado uma boa vasculhada na expressão das duas e não escondeu o sorriso maroto. A professora havia ficado sem graça, mas estava certa de que, mesmo entendendo o que se passava, a mãe jamais faria uma cena por causa da visitante. Balançou a cabeça, espantando solenemente a lembrança da designer. Sossegou-se com a porta trancada e assumiu para si própria de que a vontade de estar com Ana Cristina era maior que o receio de ser flagrada pelos pais (“Vergonha de que, hell?”). Beijaram-se com vontade. Hellena tocou aquele rosto, que havia desejado a noite inteira e admirou-se com a perfeição daquela pele. Logo a professora estava sentindo o corpo da outra mulher pesando sobre o seu, na cama.
Era diferente a sensação de estar sendo dominada por um corpo feminino. Deixou-se levar pela sensação e ficaram naqueles beijos e abraços apertados, embora tivessem vontade de ir mais além. Por volta de meia-noite, a veterinária foi embora. Quando chegou a sua casa, ligou se seu quarto para Hellena, relembraram partes boas do dia. Cristina tinha uma voz que parecia deliciosa aos ouvidos da professora. Confirmaram novo encontro para o dia seguinte.
No início da noite, Hellena estava jantando com o pai de Cristina, um veterinário sisudo que tratava a filha como uma princesa. Mais tarde a veterinária revelaria que ele jamais desconfiou da sua orientação sexual talvez porque fosse incapaz de conceber que sua menina pudesse se entregar a quem quer que fosse, homem ou mulher. Hellena divertiu-se com a explicação e voltou aos carinhos com Cristina.
Dessa vez, ainda que vestidas, a veterinária obteve um prazer maior com o corpo de Hellena, rebolando sobre ela, na cama. Estavam num nível alto de excitação quando Cristina subiu a blusa da professora e admirou-se dos seios muito brancos. Tomou-os nas mãos e ficou acariciando, enquanto Hellena fechava os olhos para sentir o toque, tão delicado. Depois, o toque úmido da língua sobre a aureola, que foi logo acompanhada da mão hábil que procurou o sexo de Hellena. Ela retesou o corpo pra frente e assustou a veterinária, que sentiu-se “avançando o sinal”.
- O que foi?
- Não… Nada… É que eu nunca fiz isso – respondeu Hellena, surpreendendo a veterinária
Capítulo 19: Sexo e DR
Cristina fez uma cara de surpresa, mas logo sorriu com a informação de Hellena. Sabia que a professora, já havia beijado outra mulher, mas nunca perguntou e nem a outra quis falar até onde tinham ido. Na verdade, achou deliciosa a informação de estar com uma mulher que não tinha com quem compará-la. Sorriu ainda mais, deixando Hellena um pouco sem graça. A última coisa que desejava naquele momento era que a professora recuasse ou que ficasse assustada. Buscou os olhos apreensivos da moça sob seu corpo.
- Então … você… ainda não quer .. tentar .. fazer isso ..? – perguntou temendo uma resposta negativa de Hellena, que parecia estar com os olhos tímidos.
- Quero. Mas eu não sei…
- .. se essa é uma boa hora!? – tentou advinhar a veterinária.
- Não. Não é isso. Eu quero. Quero agora, quero com você… Mas é que eu não sei se vou saber… – tentou explicar Hellena, lembrando da última vez em que esteve deitada com uma mulher. Havoia chegado muito perto de fazer sexo com Ana Maria, mas, na hora mais delicada, não soube como agir. É verdade que a outra não havia colaborado em nada. Mas, mesmo assim, sabia que se tivesse insistido, teria ido muito além de beijos nos seios. Ao contrário disso, ficou apenas com uma sensação de impotência e de não ter sabido dominar a situação. Ana Maria era mesmo uma idiota. “E porque diabos eu tô pensando nisso agora?”, questionou-se Hellena balançando mais uma vez a cabeça para afastar o pensamento indesejado.
Embora a situação fosse outra e Crsitina fosse não apenas receptiva mas imensamente desejosa de seus carinhos, Hellena estava com a mesma sensação de nervoso que sentira da última vez. “Porra, Hellena, Pára de pensar!”. Fechou os olhos com força, tentando expulsar as lembranças desagradáveis.
- Sabe que você fica uma gracinha com esse rostinho vermelho? – sussurrou Ana Cristina em seu ouvido, dando beijinhos em direção ao pescoço de Hellena. A professora ficou ainda mais sem graça com a informação de que estava notadamente ruborizada e instintivamente, apertou o abraço em torno da veterinária, tentansdo esconder a expressão. Cristina interpretou o gesto de que Hellena queria ir bem além dos beijos. E queria. Hellena deixou-se conduzir na dança dos corpos.
A veterinária beijou demoradamente os lábios de Hellena e ficava mais excitada cada vez que a professora arfava ao sentir a mão experiente desfilando sob a blusa. Quando os dedos tocaram o bico de um dos seios, Hellena instintivamente moveu o quadril, chamando para si a mão da veterinária. Logo estavam sem roupa, com Cristina sobre Hellena, acariciando o sexo bem desenhado da pofessora.
- Nossa… como tá duro… – sussurou Cristina, enquanto rodava a ponta do dedo sobre o clitóris rijo da professora. Hellena foi ao céu. A outra continuou as carícias penetrando a professora ora com delicadeza, ora com firmeza. Em poucos minutos, a professora estava recebendo maravilhada a língua de Cristina sobre seu sexo. O ritmo era enlouquecedor.
Os dedos de Cristina entravam e saíam freneticamente do sexo de Hellena. A sensação deliciosa de estar sendo possuída por ela era ampliada em centenas de vezes com a massagem firme que a língua dava sobre o clitóris enrijecido. Tinha a sensação de estar possuindo a boca de Cristina, ao mesmo tempo que era penetrada com vigor. Hellena empurava o quadril pra frente e tentava gozar na boca na boca de cristina. Tentou com insistência, mas não conseguiu atingir o clímax, apesar de estar absolutamente excitada. Depois de várias tentativas, sentiu que o pequeno órgão ardia um pouco e afastou-se dos lábiso da veterinária, que percebeu as tentativas da professora e subiu até ela para conversar.
- Estou te machucando? – perguntou Cristina muito delicadamente.
- Não. Nãaao! De maneira alguma – garantiu a professora, sendo muito sincera.
- Você quer que eu faça diferente? – insistiu a veterinária
- Não, você estava ótima, deliciosa. Eu não sei o que aconteceu.
- Ansiedade?
- Talvez. Acho que eu quis muito… aí não deu.
- Ah, que bom. Pelo menos você quis muito – respondeu Cristina, descontraindo a professora com um beijinho nos lábios.
- Mas, espera aí, Hellena,… você… você não tá com medo de… engravidar, tá? – perguntou Cristina arracancando gargalhadas da outras. Beijaram-se e recomeçaram os toques. Quando a professora mostrava sinais de excitação novamente, a veterinária interrompeu delicada:
- Quer fazer com a mão? – perguntou Cristina, quase num sussurro, girando a ponta do dedo em torno do pequeno órgão encharcado.
- hum, hummm – respondeu Hellena, sem conseguir pronunciar palavras.
- Assim? – mostrou a veterinária, apertando o clitóris entre os dedos e intensificando os ´circulos sobre ele.
- hum, hummm – respondia a professora. A outra continuou a massagem até que Hellena transformasse os arfados em gemidos e logo em pequenos gritinhos de “ai!.. aai! aaaaaaaaaaaiiii!”. A veterinária abafou com a própria boca o gemido maior, que anunciava o gozo de Hellena, que terminou em um sorriso largo no rosto. Cristina não se deu por satisfeita. Antes que o clitóris da professora voltasse ao normal, a veterinária estava lá, dando lambidas até que estivesse completamente enrijecido novamente. Dessa vez, Hellena prendeu a cabeça de Cristina entre suas pernas e, aos sons de “ai, Cris, aaaaai”, a professora gozou com força naquela boca habilidosa. Beijaram-se, abraçaram-se e ficaram se acariciando suavemente enquanto Hellena voltava à terra.
Assim que o coração da professora sossegou, Hellena trocou de posição com Cristina e deu início a uma longa jornada sobre o corpo macio da veterinária, beijando e sentido o cheiro de cada pedacinho por onde passava, deixando a outra ainda mais cheia de desejo. Beijou o colo branco e perfumado, beijou os seios lindos, a barriga bem feita. Desceu às pernas, subiu ao joelho, às coxas. Encarou os pêlos e ficou admirando os fios negros.
- Você não precisa fazer se não se sentir à vontade, Lê – disse Cristina preocupada com o que seria a primeira impressão de Hellena sobre um sexo feminino. Queria muito que a outra sentisse total desejo de encostar sua boca em parte tão íntima.
- A, você não acha que vou deixar minha namorada passar vontade, acha? – respondeu Hellena, surpreendendo a si própria com a palavra namorada.
- Hummm .. quer dizer que estamos namorando?
- E não estamos? – perguntou Hellena fingindo surpresa – Ou pra você é só sexo? – continuou a professora, encarando Cristina lá de baixo.
- Nossa, isso é uma DR? – perguntou a veterinária sorrindo. Hellena subiu o corpo até deitar-se sobre Cristina e pousar um beijo rápido em sua boca sorridente.
- Era pra ser uma trepada, mas se você quiser uma DR, eu posso te arranjar uma, depois disso… – falou com uma voz safada, apertando o sexo de Cristina com a mão, para deixar bem claro o que queria. Cristina gemeu alto e chamou:
- Lê…?
- Hummmm?
- Me chupa…
Hellena desceu o copro de Ana Cristina e encarou o seu destino. Divertiu-se com os pêlos, gostou do cheiro, foi lambendo aos poucos. Quando chegou no líquido morno que escorria generoso do meio de Cristina, tocou com a língua e logo descobriu que não havia gosto. Havia, mas era como se conhecesse aquilo a vida toda. Cristina gemia com a exploração e descobriu que a professora aprendia rapidamente. Gozou generosamente gemendo alto o nome de Hellena.
Transaram todas as noites durante duas semanas seguidas. Um dia na casa de uma, outro dia na casa de outra. Às vezes rapidamente, para logo entabularem uma conversa. Às vezes à noite toda, até a pele arder. Descobriram seus corpos de todas as formas e criaram planos.







Estou aqui….. aterrada pela dor de ser preterida.
Mas, tudo bem, vou me recuperar…. eu sei que vou!
Fryda, baby, qto mais revisão melhor.
Que venham as boas…
Gente preciso saber o restante dessa históia,,,
Adorei!!!!!
Mais!