Dia das Mortas: 44 velas acesas

2 02UTC Novembro 02UTC 2009

Velas_acesas

1.Alberta Hunter – cantora negra, americana, de jazz.
2.Agnes Moorehead – atriz americana, a Endora de “A Feiticeira”.
3.Amélia Earhart – aviadora americana, primeira mulher a fazer um vôo solo transatlântico.
4.Anais Nin – escritora francesa, amante de Henry Miller e sua mulher, June.
5.Anne – rainha inglesa do século XVIII.
6.Bessie Smith – cantora negra americana de blues.
7.Billie Holiday – cantora negra de blues, que gostava que as amantes a chamassem de “William”.
8.Cassandra Rios – escritora brasileira.
9.Cássia Eller – cantora brasileira.
10.Catarina, a Grande – Imperatriz da Rússia.
11.Cristina, da Suécia – Rainha. Amante de sua camareira Ebba Sparre.
12.Djuna Barnes – escritora americana modernista, autora dos clássicos lésbicos “Ladies Almanack” e “Nightwood”.
13.Eleanor Butler – uma das famosas Senhoras de Llangolen, inglesas do século XIX.
14.Eleanor Roosevelt – primeira-dama americana, esposa de FDR e patrona da Declaração dos Direitos Humanos.
15.Elizabeth Bishop – poeta americana que viveu no Brasil, amante de Lota Macedo Soares.
16.Emily Dickinson – poeta americana que passou a vida reclusa.
17.Felipa de Souza – brasileira punida pela Inquisição no século XVII.
18.Frida Kahlo – pintora mexicana modernista.
19.Gertrude Stein – escritora Americana, esposa de Alice Toklas e amiga de Picasso.
20.Greta Garbo – atriz sueca, famosa por sua frase “I want to be alone”.
21.Isadora Duncan – dançarina e amante de Mercedes de Acosta, que a ajudou a escrever sua famosa biografia.
22.Janis Joplin – cantora americana de rock e blues.
23.Joana Gajuru – mestre da festa folclórica do Guerreiro, em Alagoas. Viveu mais de 120 anos.
24.Joe Carstairs – piloto de lanchas campeã e milionária excêntrica.
25.Josephine Baker – cantora e vedete negra dos anos 20.
26.Katherine Mansfield – escritora neo-zelandeza, amiga de Virginia Woolf.
27.Lota Macedo Soares – arquiteta brasileira e amante da poeta Elizabeth Bishop.
28.Ma Rainey – a mãe do blues, amante de Bessie Smith e cross-dresser.
29.Maria Graham – historiadora inglesa e dama de companhia da Imperatriz Leopoldina.
30.Maria Leopoldina – imperatriz do Brasil, esposa de D. Pedro I.
31.Maria Quitéria – heroína da Independência do Brasil, que se vestia de homem.
32.Marlene Dietrich – atriz alemã, amante de Mercedes de Acosta.
33.Mercedes de Acosta – roteirista de cinema, amante de Greta Garbo e Marlene Dietrich.
34.Natalie Barney – escritora americana, saloniére do mais badalado salão literário de Paris na primeira década do século XX.
35.Quitéria Sequa – mulher do Alcaide de Ilhéus, primeira lésbica que se tem notícia no Brasil.
36.Radclyffe Hall – escritora inglesa, autora do romance lésbico O Poço da Solidão e “marida” de Lady Uma Troubridge.
37.Rosely Roth, a mais “visível” ativista lésbica do Brasil.
38.Sandra Mara-Anderson Herzer, “o Bigode”, transexual, autora de A Queda para o Alto.
39.Sarah Posonby – a outra das Senhoras de Llangolen, inglesas do século XIX.
40.Sappho – a maior poeta lírica da antiguidade.
41.Susan Sontag – escritora e ensaísta americana.
42.Tallulah Bankhead – atriz do cinema mudo, a viúva negra da série Batman, dos anos 60.
43.Virginia Woolf – escritora inglesa, autora do clássico “Orlando”.
44.Vita Sackville-West – escritora inglesa, amante de Virginia Woolf e Violet Trefusis.

Descansem com as deusas!

 

 


Freaks, um conto lésbico maravilhoso

21 21UTC Outubro 21UTC 2009

 

macacaOi, leitora que entra e não comenta porra nenhuma. Tô um doce hoje!

Na realidade, eu quero é falar com você, leitora tarada, que todo santo dia entra nessa bagaça procurando “contos lésbicos”. O seu google até já sabe suas preferências, né? Deus é mais, irmã!

Mas, tudo bem, vou te dar uma forra hoje – não te acostuma!

Na falta do que fazer e sem medo de ser processada pelo Fator X , vou postar o conto FREAKS, da Niña, que eu acho um looosho e me deixa de pau duro.

É história lésbica que tu queres? Então toma-te.

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Annie Leibovitz me emociona

11 11UTC Setembro 11UTC 2009

Oi, Leitora.

Deixa os Rolling Stones rolando aí que eu quero te contar uma coisa.

Annie_Leibovitz

Li no G1 que a fotógrafa Annie Leibovitz fechou um acordo hoje com a financeira que lhe emprestou 24 milhões de dólares. A medida é um passo para que Annie recupere o controle de seu maior patrimônio: suas fotografias. Maravilhosas e emocionantes, as fotos de Annie haviam sido colocadas como garantia para o empréstimo.

Ontem eu fiquei chocada com a reportagem dizendo de que ela poderia perder tudo o que tem. Hoje, achei maravilhosa a notícia. Torço por Annie Leibovitz, sou totalmente fã de seu trabalho e – como não poderia deixar de acrescentar – sim, eu daria pra ela com gosto. Impossível eu não dizer isso. Tenho um fascínio por ela desde que eu tinha uns 13 e queria ser fotógrafa. E eu juro pra você, leitora: eu gostei primeiro da foto, depois da artista. Ah, lógico, para mim, o trabalho de Leibovitz é pura arte.

Lésbica, sensível e poderosa, dona de quatro das cinco melhores capas da revista Rolling Stone, Annie é provavelmente O melhor fotógrafO do mundo. Falo “O” para não deixar dúvidas, em nosso português de que ela é a melhor, dentre todos os gêneros. Fotografou John Lennon em seu último dia de vida, fotografou Allen Ginsberg fumando maconha, fotografou artistas de todo jeito, fotografou anônimos, fotografou a rainha Elizabeth, mas, melhor, que tudo isso, fotografou sua própria vida.

No Livro “A Photographer’s Life (1990 a 2005)” Annie Leibovitz retrata 15 anos de sua vida, ao lado da companheira, a renomada escritora Susan Sontag. Sem terem formalizado a união (Annie afirmava serem “lovers”), elas foram amantes até a morte de Susan, vítima do câncer, em 2004. “Li” o livros aos pedaços, por aí, porque quando estava à venda eu não tinha grana para comprá-lo (arrependo-me por não ter economizado), mas conheço a história.

Dezesseis anos mais jovem do que Susan, Annie Leibovitz teve três filhas durante essa relação com a escritora. Depois da perda da companheira, perdeu também os pais e, como se pôde notar, deixou de lado as coisas práticas da vida (como as finanças). Com belíssimas imagens, ela conta partes dessa história no livro. O trabalho tem arrancado depoimentos apaixonados, mas não é só o trabalho dela como fotógrafa que me impressiona. A vida de Annie Leibovitz me emociona muito.

annieliebovitz

Susan Sontag, por Annie Leibovitz

Sobre a dívida, eu não quero falar nada, porque é até grosseiro ficar imaginando como essa mulher fantástica, que obteve com seu trabalho uma fortuna avaliada em 80 milhões de dólares, conseguiu se endividar tanto. Olhando a fatura absurda do meu cartão de crédito, quem sou eu pra qualquer coisa falar sobre gastos? Além do mais, os jornais já se ocuparam disso.

Sobre a notícia de hoje, o que eu quero mesmo é pensar que essa mulher admirável, o ícone de minha adolescência, talvez tenha uma noite tranqüila. E eu lhe desejo paz.
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PS: se você incrivelmente não conhece o trabalho de Annie Leibovitz e está com preguiça de procurar no Google, pode conferir algumas imagens no vídeo acima. Elas ajudam a lembrar ou a ter uma vaga idéia sobre o trabalho da fotógrafa, ou veja isto.


O beijo entre Justiça e Liberdade

13 13UTC Julho 13UTC 2009

Justica_liberdade

Oi, leitora bronzeada que também está de férias! Fui surpreendida por uma wireless e achei essa imagem no Pela Fresta:  Um beijaço delicioso da dona Liberdade na dona Justiça. Ai, ativou meu botão do fetiche na hora! Os olhos vendados, as duas de vestido, a balança quase indo pro espaço. Qual música estará tocando? Essa liberdade tem mãos firmes? E o que dizer daquela espada dura surgindo dentre as pernas da Justiça? E onde anda Márcia Paula que  não teve uma não-memória da cena?  São tantas emoções…

Enfim, achei tudo e mais um pouco.

Xêro, leitora!


Bolachas na tela: Fome de viver – o retorno

23 23UTC Junho 23UTC 2009

bowie_deneuve

Oi, leitora que assistiu “Fome de Viver” (The Hunger, 1983) e adorou! Tá sabendo que o Tony Scott está planejando uma continuação? Pois bem, o Omelete diz que o filme vai começar em Nova York e terminar no Brasil (provavelmente, a bandida vai fugir pra cá, porque americano bandido ama fugir para cá no final dos filmes). Durma com isso!

Tony Scott é mais conhecido como diretor de filmes como “Top Gun” (bobo!!) e “Um tira da pesada” (nem vou dizer nada!). Na verdade, ele nem é conhecido não, porque o povo só fala no irmão dele, o Ridley (“Blade Runner”, “Alien”, “Thelma & Louise”) e eu só mencionei o seu nome porque o Tony teve a ousadia de não negar se o elenco original estará na nova. Mas, gente, até eu, que sou tarada e pervertida, tenho consciência de que aquele elenco está um pouco passado da idade para viver histórias de vampiros (que não envelhecem!): Catherine Deneuve (66), David Bowie (62) e Susan Sarandon (63). Imagina…

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Susan Sarandon (63), David Bowie (62) e Catherine Deneuve (66)

Se elas me dessem bola, eu pegaria tanto DeNeve quanto Sarandão, porque eu não tenho medida, mas eu sei que as bolachinhas que estão começando agora – e mesmo algumas já passadas dos 30 – não têm essa animação. Ou seja, para cinemão comercial, na linha vamp sexy,  esse trio não cola, né?

Bom, mas nada disso importa. O que importa é que eu não sei se me alegro ou me chateio com essa conversa, porque, embora eu tenha amado esse filme e ele esteja sempre na minha top list de filmes da minha vida, eu acumulo várias decepções com continuações. E eu tenho quase certeza que essa vai ser uma continuação tosca. Aliás, num arroubo de paixão, volúpia e leseira, eu fui ler o livro, “The Hunger”,  e também achei tosco. Só gostei do fato de que no livro a vampirona (Miriam/Deneuve) é quem continua ilesa – porque eu sempre achei a morte dela no filme totalmente descabida. No livro, a Sara/Sarandon se suicida e pronto. Daí resulta minha falta de vontade de assistir um “The Hunger” que o Tony fez para a TV (com o David Bowie!!).

Seja lá como for, eu quero ver a continuação! Tenho uma queda louca pelas vampiras, desde que eu li Carmilla (Sheridan Le Fanu, 1872), e não sou capaz de dispensar nem loucuras como “Lesbians Vampires Killers” . Além do mais, acredito piamente em amores que continuam depois que tudo se acaba.

Aliás, eu tenho também, nas caixas com fotos e cartas, com presentinhos e poemas, no fundo dos armários, uns restos de amores que repousam eternamente, sem jamais morrer. E concordo plenamente com Hebert Viana, quando ele canta O AMOR DORME:

“Todo amor,
Todo amor dorme
Numa caixa, numa gaveta, numa sala escura
Que às vezes visito
Como hoje num sonho
Como Deneuve entre os pombos
A abençoar seus queridos (…)”

Xêro!


The L Word – o cartaz da sexta temporada

23 23UTC Novembro 23UTC 2008

Radipinho, passei só para registrar o cartaz da sexta temporada da Palavra L

Olha só isso:

 

tlw_sexta_temporada

 

O que me assusta não é a cara de passiva da Bette, nem o fato da deliciosa Helena estar sozinha, mas a língua de Shane fincadíssima em Jenny. O que que é isso companheira?  Não eram amigas? O que esta temporada final nos reserva? Quem vai ficar com Molly?

São tantas as questões…

Xero!