FSM: samba, chuva e resistência

27 27UTC Janeiro 27UTC 2009

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Amadas, foi difícil a caminhada, mas eu sobrevivi!

Índios, brancos, caboclos, estrangeiros de 150 países e brasileir@s de todos os cantos lotaram hoje a avenida Presidente Vargas, em Belém, no cortejo cultural de abertura do Fórum Social Mundial (FSM) 2009.  Esse é o maior evento em âmbito mundial realizado em uma cidade da Amazônia. E nem a chuva torrencial, que desabou por mais de uma hora, no início da caminhada, foi capaz de aplacar o ânimo dos participantes. Foi um sambão generalizado, com direito a cânticos indígenas, palavras de ordem, e, claro, nosso bom carimbó.

Louca como só eu sei ser, fui pra lá munida de sombrinha e celular, mas deixei a máquina fotográfica em casa, certa de que agora à noite as imagens já estariam na rede (afinal, são mais de 3 mil jornalistas do mundo todo cobrindo o evento, eu não sou obrigada a fazer registro amador, né, amadas?).  Mas me arrependi da brincadeira. Chegando lá, vi cenas que só eu poderia ter registrado, como o namoro de duas gauchinhas (tão lindinhas…) e uma senhora bolacha, de responsa mesmo, segurando um cartaz onde eu li: “Sou mulher que ama mulher”. Achei tuuuudo. E mais um pouco – se é que me você me entende!

A bandeira do arco-íris foi carregada por pouquíssimos (não, eu também não estava lá carregando…), mas havia gays por todos os lados. Nem era preciso rodar o pescoço procurando. Duvido que o repórteres da Globo tenham registrado o que eu vim mas, enfim, aqui está  a  “reportagem do Jornal Nacional“. 

Enfim, fui lá marcar minha resistência cultural contras as forças americanas na Palestina; contra as elites políticas do Brasil; contra o avanço das moto-serras, do gado e da soja sobre a Amazônia; pela paz no campo; pelo direito à moradia; pelo direito ao aborto;  e pelo respeito à diversidade sexual. Foi muita resistência, muito samba, muita chuva e um tiquinho assim de cerveja.

Oh, amadas, tô arrasada de novo!

 

Xêro!

 


Nossas dicas no Dykerama

20 20UTC Janeiro 20UTC 2009

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Está nos destaques do Dykerama de hoje:

“Belém para lésbicas – Dicas de turismo para quem vai participar do Fórum Social Mundial”.

Trata-se de mais uma gentileza do Paco Llistó, que aproveita as informações deste blog para prestar um serviço às bolachas que visitarão esta Cidade das Mangueiras, em janeiro.

As dicas também  servem para os rapazes (mas eu não listei as saunas, tá, bonito?) e para quem vai visitar a cidade depois da realização do FSM.

 

Beijos, Paco. Ficou lindo!


FSM/Belém – Onde as lésbicas se encontram

15 15UTC Janeiro 15UTC 2009

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Amadas, boa gente que só eu, resolvi facilitar a vida das bolachas amigas que vêm para o Fórum Social Mundial (FSM), em Belém (de 29/01 a 1º/02/2009). Por isso, estou dando as dicas dos locais freqüentados pelas mais “L” na cidade.

Os comentários que seguem são baseados no Guia Gay Brasil, com um toque especial desta bolacha que vos escreve.

 

 

• Amnésia.   Não lembro direito, mas parece que era boate com mais de um ambiente.  Tinha tanto homem que resolvi me concentrar em coisa melhor. É bem gay, mas dá pra se divertir. Segundo o Gay Brasil, “As festas temáticas são bem conhecidas. A Blackout acontece todas as quartas-feiras ao som de black music. Às quintas, música eletrônica, que rola também aos sábados, anima os habitués da Bulhufas. Já às sextas tem pop rock, MPB e bandas ao vivo”. Quando estou por essa área, vou logo pro Malícia.

Travessa Quintino Bocaiúva ,522 – entre a Rua 28 de Setembro e a Rua Manoel Barata. Reduto. Tel: (91) 3083.5051.

 

AnonimatoBar. Não é gay. Não perca seu tempo. Se você estiver por aqui, pegue um táxi e vá logo para o Veneza, onde a paquera rola solta.

Av. Conselheiro Furtado, 2485 (esq. com 9 de janeiro) – São Braz.

 

• Boate MysticalFamoso reduto de Kaveira, Élida Braz e seu grande amigo Sergei – o  pansexual que beijou Janis Joplin. As imagens falam por si só:  www.boatemystical.com.br.  Em resumo, se eu estiver muito loka, talvez eu vá.

Av. Almirante Tamandaré, 24 – Cidade Velha – Tel. 3225-5513 | 3225-2519. Sextas e Sábados às 22h30

 

Carpe Diem  – Bar. Fechou! Mas se você estiver por perto e for dia, vá ao Pólo Joalheiro, que é bem ao lado. Ou, se você é bi, alternativa, curte rock, reggae e carimbó ou quiser apertar um back, vá logo para o Mormaço, que é nessas redondezas. Se não quiser dar pinta de maluca, diga que quer ir ao “Mangal das Garças”, que é um ponto turístico dos chiques e fica bem ao lado do Morma. Agora, se for muito noite, e você quiser apenas beber uma cerveja, vá logo ao “The Beatles” (na outra esquina da Cezário Alvim) que é um “copo sujo” hetero, mas eu freqüento! Ah, falei…

Rua Cezário Alvim, 07 – Batista Campos. Tel: (61) 3325.5301.

 

• D’o ParáBotecão, com cerveja gelada e muitas mesas de sinuca. Óbvio que onde há sinuca, sempre há uma bolacha. Os heteros são a grande maioria (até porque o bar é local de esquenta para a noite belenense) mas as lésbicas estão por todo canto. Se não quiser dar pinta com os hetero, é só dizer que vai lá comer um sanduíche e ouvir rock anos 80/90. O lanche é bom!

Avenida Senador Lemos, 102, Umarizal. Tel: (91) 3224-8762.

 

 Luxe ClubFamoso reduto das travas. Aliás, fica no bairro Reduto e bem próximo ao ponto de “comércio do corpo” das trans. Como eu passei dos 30, não tenho mais paciência pra carão e pra mocinhas indecisas. Se quiser dançar, vá lá! Minhas amigas hetero vão…

Travessa Rui Barbosa ,174 – entre a Rua Municipalidade e a Travessa Gaspar Vianna. Tel: (91) 3222.1545.

 

 • Mormaço Bar à beira do rio Guamá. Aliás, em cima do rio. O visual de fim de tarde é tudo de bom. Todas as tribos freqüentam.  A  música é bacana, ao vivo ou mecânica. Depois que a Polícia Federal deu uma batida, no início deste século, o povo deu um tempo com a maconha, mas eu não ponho a mão no fogo por ninguém. No domingo tem carimbó. As bolachas, as bi e as modernas estão sempre presentes.

Orla do rio Guamá, ao lado do Mangal das Garças, atrás da praça do Arsenal. 

 

• RainbowBagaceira total. Travas, gays, bolachas, gente desavisada. Tem de tudo na Rainbow… tudo que não é hetero, lógico! Eu mesma disse aqui que o lugar tinha fechado, mas domingo passado abriu. Nessa época de chuva e carnaval, é assim mesmo que as coisas funcionam em Belém. Mas, enfim, a Rainbow tem vários ambientes, um mais bagaceira que o outro. Não vou muito, mas adoro saber que meu arco-íris tá lá. Só funciona aos domingos e é bem longe do centro de Belém, quase em Icoaraci.  Disfarça que vai lá em Coresco comprar cerâmica e na volta desce na Rainbow, boba!

Rodovia. Augusto Montenegro, atrás da escola Pequeno Príncipe, no caminho para Icoaraci.

 

• VenezaBar. Tudo de bom, de quinta a domingo. Música ao vivo, bolachas interessantes e azaração rolando solta. A cerveja custa cinco reais, cobram covert artístico, mas o ambiente é beeeeem lésbico mesmo. Agora, se você quiser apenas paquerar de longe, sem gastar muito, tudo bem, porque tem um boteco genérico bem em frente. Bebe lá que eu te olho daqui. Atóooron perigon!

Rua dos Mudurucus esquina com a Trav. 03 de maio – São Brás

 

Enfim, Belém tem muito mais que isso a oferecer, lógico, mas a concentração das lésbicas acontecem por esses points.

Um Xêro!


Fórum Social Mundial das Bolachas

15 15UTC Janeiro 15UTC 2009

forum_bolacha

 

Bolachas do meu coração, tô preocupadérrima! O Fórum Social Mundial (FSM), globalmente conhecido como World Social Forum (WSF), tá batendo na porta e eu não vejo a agitação GLBT (ou GLS, para os menos engajados) nesta maravilhosa Cidade das Mangueiras. Minha consciência lesbo-política está gritando e eu acho que vou ter que dar uma ajudinha para as visitantes.

A organização em Belém aguarda a chegada de cem mil pessoas para o Fórum (de 27 de janeiro a 1 º de fevereiro de 2009) e até agora eu não vejo as entidades de gays, lésbicas, bissexuais e de transgêneros se mobilizando para participar do evento. Corri para fazer minha inscrição no site oficial do FSM e não vi breve referência à palavra bolacha lésbica. Achei apenas brevíssimas e desinteressantes menções a gênero - e não me satisfiz!

O que me preocupa é saber onde as amigas bolachas vão se encontrar. Sim porque os gays são mais despachados e se paqueram descaradamente no meio da rua, a qualquer tempo, mas nós mulheres somos mais sutis, mais doces, mais discretas… que droga! Então, amadas, fico preocupadísima porque, somente com a ajuda do Google!, essas amigas esrangeiras não vão acertar o caminho das pedras.

Na internet, as melhores dicas de Belém estão no Guia Gay Brasil, mas achei melhor reeditar e acrescentar algumas informações com o meu toque pessoal. Um looosho!

Já volto pra falar disso.

Xêro!