
Amadas, boa gente que só eu, resolvi facilitar a vida das bolachas amigas que vêm para o Fórum Social Mundial (FSM), em Belém (de 29/01 a 1º/02/2009). Por isso, estou dando as dicas dos locais freqüentados pelas mais “L” na cidade.
Os comentários que seguem são baseados no Guia Gay Brasil, com um toque especial desta bolacha que vos escreve.
• Amnésia. Não lembro direito, mas parece que era boate com mais de um ambiente. Tinha tanto homem que resolvi me concentrar em coisa melhor. É bem gay, mas dá pra se divertir. Segundo o Gay Brasil, “As festas temáticas são bem conhecidas. A Blackout acontece todas as quartas-feiras ao som de black music. Às quintas, música eletrônica, que rola também aos sábados, anima os habitués da Bulhufas. Já às sextas tem pop rock, MPB e bandas ao vivo”. Quando estou por essa área, vou logo pro Malícia.
Travessa Quintino Bocaiúva ,522 – entre a Rua 28 de Setembro e a Rua Manoel Barata. Reduto. Tel: (91) 3083.5051.
• Anonimato – Bar. Não é gay. Não perca seu tempo. Se você estiver por aqui, pegue um táxi e vá logo para o Veneza, onde a paquera rola solta.
Av. Conselheiro Furtado, 2485 (esq. com 9 de janeiro) – São Braz.
• Boate Mystical – Famoso reduto de Kaveira, Élida Braz e seu grande amigo Sergei – o pansexual que beijou Janis Joplin. As imagens falam por si só: www.boatemystical.com.br. Em resumo, se eu estiver muito loka, talvez eu vá.
Av. Almirante Tamandaré, 24 – Cidade Velha – Tel. 3225-5513 | 3225-2519. Sextas e Sábados às 22h30
• Carpe Diem – Bar. Fechou! Mas se você estiver por perto e for dia, vá ao Pólo Joalheiro, que é bem ao lado. Ou, se você é bi, alternativa, curte rock, reggae e carimbó ou quiser apertar um back, vá logo para o Mormaço, que é nessas redondezas. Se não quiser dar pinta de maluca, diga que quer ir ao “Mangal das Garças”, que é um ponto turístico dos chiques e fica bem ao lado do Morma. Agora, se for muito noite, e você quiser apenas beber uma cerveja, vá logo ao “The Beatles” (na outra esquina da Cezário Alvim) que é um “copo sujo” hetero, mas eu freqüento! Ah, falei…
Rua Cezário Alvim, 07 – Batista Campos. Tel: (61) 3325.5301.
• D’o Pará - Botecão, com cerveja gelada e muitas mesas de sinuca. Óbvio que onde há sinuca, sempre há uma bolacha. Os heteros são a grande maioria (até porque o bar é local de esquenta para a noite belenense) mas as lésbicas estão por todo canto. Se não quiser dar pinta com os hetero, é só dizer que vai lá comer um sanduíche e ouvir rock anos 80/90. O lanche é bom!
Avenida Senador Lemos, 102, Umarizal. Tel: (91) 3224-8762.
Luxe Club – Famoso reduto das travas. Aliás, fica no bairro Reduto e bem próximo ao ponto de “comércio do corpo” das trans. Como eu passei dos 30, não tenho mais paciência pra carão e pra mocinhas indecisas. Se quiser dançar, vá lá! Minhas amigas hetero vão…
Travessa Rui Barbosa ,174 – entre a Rua Municipalidade e a Travessa Gaspar Vianna. Tel: (91) 3222.1545.
• Mormaço – Bar à beira do rio Guamá. Aliás, em cima do rio. O visual de fim de tarde é tudo de bom. Todas as tribos freqüentam. A música é bacana, ao vivo ou mecânica. Depois que a Polícia Federal deu uma batida, no início deste século, o povo deu um tempo com a maconha, mas eu não ponho a mão no fogo por ninguém. No domingo tem carimbó. As bolachas, as bi e as modernas estão sempre presentes.
Orla do rio Guamá, ao lado do Mangal das Garças, atrás da praça do Arsenal.
• Rainbow - Bagaceira total. Travas, gays, bolachas, gente desavisada. Tem de tudo na Rainbow… tudo que não é hetero, lógico! Eu mesma disse aqui que o lugar tinha fechado, mas domingo passado abriu. Nessa época de chuva e carnaval, é assim mesmo que as coisas funcionam em Belém. Mas, enfim, a Rainbow tem vários ambientes, um mais bagaceira que o outro. Não vou muito, mas adoro saber que meu arco-íris tá lá. Só funciona aos domingos e é bem longe do centro de Belém, quase em Icoaraci. Disfarça que vai lá em Coresco comprar cerâmica e na volta desce na Rainbow, boba!
Rodovia. Augusto Montenegro, atrás da escola Pequeno Príncipe, no caminho para Icoaraci.
• Veneza – Bar. Tudo de bom, de quinta a domingo. Música ao vivo, bolachas interessantes e azaração rolando solta. A cerveja custa cinco reais, cobram covert artístico, mas o ambiente é beeeeem lésbico mesmo. Agora, se você quiser apenas paquerar de longe, sem gastar muito, tudo bem, porque tem um boteco genérico bem em frente. Bebe lá que eu te olho daqui. Atóooron perigon!
Rua dos Mudurucus esquina com a Trav. 03 de maio – São Brás
Enfim, Belém tem muito mais que isso a oferecer, lógico, mas a concentração das lésbicas acontecem por esses points.
Um Xêro!