Até que enfim, uma boa notícia deste meu estado do Grão Pará: a partir deste fim de semana, bibas e bolachas poderão receber visita íntima (com sexo, criatura!) de parceiros do mesmo sexo nas cadeias do Pará.
Diz o Estadão: “Em decisão inédita no Brasil, a Justiça do Pará concedeu à população homossexual carcerária do Estado o direito de receber visitas íntimas de seus parceiros.”
À luz do meu “saber baseado no senso comum” – este recentemente reforçado por uma matéria da Maitê Proença (!) no programa Mais Você (!!!) -, eu digo sem medo de errar: mulheres visitam seus parceiros, homens não.
Deixar que as amantes possam ter relações, com certeza, ajuda a minimizar o sofrimento, humanizar as relações e a dar status de cidadãs às lésbicas apenadas.
Oi, leitora sedenta por fofoca. Sossega o facho, porque eu tô sem nenhuma. Aliás, tô super baixa de informação…
Acontece que eu estava essa semana tentando dar um PL>Y na minha vida amorosa, que está no PA||SE desde… afff, desde o último pé na bunda! Não importa, depois eu conto minhas desgraças e infortúnios, o que importa é que eu acabei esquecendo de postar: recebi um e-mail da Diedra Roiz. Ai, que graça, gente! Fiquei tão sem palavras que nem respondi – pra ela não descobrir que eu falo mais merda no PVT do que no blog…
Bom, vamos à parte que lhe interessa: COMO GANHAR SEU LIVRO “GRÁTIS”.
É muito, muito simples, leitora gostosinha. Se você é leitora assídua e asseada deste blog, basta nos enviar sua fotodesinibida (pelada, sem roupa) e mais R$ 29,90, que nós estaremos lhe enviando, totalmente “de graça”, o romance da Di (ai, peguei intimidádi!), com dedicatória dela e elogios meus.
Agora, se você (sendo antipática) quiser pular a parte da foto e comprar direto do site, tudo bem. O valor é o mesmo (com frete incluso) e você vai ganhar a dedicatória da Diedra, do mesmo jeito. Mas, infelizmente, vai perder meus elogios, boba…
Olha aí o segundo video promocional do livro:
Vai logo conectar tua web cam.
Xêro!
PS: Promoção válida somente para fotos de corpo inteiro. Aceitamos vídeos no negócio.
Oi leitora que caiu aqui (de novo!) procurando contos do Xana in Box. Hoje tenho novidade para você.
Quem segue este blog já sabe muito bem que eu sou super fã dos textos da Diedra Roiz, desde os tempos do XinB (fechou, sim… já falei mil vezes!). Muita gente segue a autora pelo abcLES e pelo Parada Lésbica, porque são divertidos, bem escritos e coerentes. Pois agora, grata surpresa, a moça está lançando seu primeiro livro, pelo selo abcLES Editorial: “O Livro Secreto das Mentiras e Medos”.
E se você achou o título um arraso é porque ainda não viu o vídeo que a própria Diedra preparou para a pré-venda da obra:
Nem preciso explicar o tema da história, né?
Arrasou, Diedra. Não só no vídeo, mas na publicação. Espero que seja a primeira de muitos outros livros.
Oi, leitora amiga que tá sempre antenada nas fofocas do cotidiano diário do nosso dia-a-dia. Preciso da sua ajuda urgente.
A querida amiga Duda (famosíssima pras negas dela lá no Lesbosfera) teve a ousadia de vir me dizer que Santa Amy Winehouse é bolacha. Não acho. Não sinto a vibe lés na cantora londrina melequentinha do meu coração. Pra mim ela pode coçar o saco, cuspir no chão, socar a cara das fãs e mesmo assim não é lésbica.
Isso tudo por causa de uma maldita foto de Amy se beijando com uma garota (pra mim, aquilo é forçação de barra… a pobre tá bêba). Mas aí a gente apostou, como, abusadamente, Duda veio me reiterar esses dias:
“Então, refrescando sua memória acordamos que se em 3 meses alguma “bomba” não explodisse na mídia confirmando a saída total da lata de crack ambulante do armário, eu te enviria uma lagosta ( que eu ainda tô pensando como faria isso). Contudo, se algum papparazzi flagrar a seringa gigante chupando alguma língua feminina (coraaaagem), a senhorita me faz o favor de me enviar um quilo (tá, isso eu adicionei agora, rs) de farinha de tapioca, originalmente fabricado na Zona Franca de Manaus, kkkkk! Tá, farinha paraense mesmo.
Isso já tem 1 mês e meio né? Até o natal vc se vira aí pra me mandar minha farinha, all right?”. Duda.
Um doce essa gata, né gente? Já estou toda animada pensando na minha lagostinha cearense neste Natal de 2009. Atóoron.
Daí que, num arroubo de “bondádi”, eu acho que preciso ser democrática e dar a chance da cearense obter apoio nessa campanha de difamação que ela faz contra a Amy. Por isso, peço a sua opinião, leitora pós-graduada em babado, para dar um veredicto sobre a sexualidade alheia (porque a minha não se discute nesse blog). E então, você acha que a Amy é bolacha?
Oi, leitora que entra e não comenta porra nenhuma. Tô um doce hoje!
Na realidade, eu quero é falar com você, leitora tarada, que todo santo dia entra nessa bagaça procurando “contos lésbicos”. O seu google até já sabe suas preferências, né? Deus é mais, irmã!
Mas, tudo bem, vou te dar uma forra hoje – não te acostuma!
Na falta do que fazer e sem medo de ser processada pelo Fator X , vou postar o conto FREAKS, da Niña, que eu acho um looosho e me deixa de pau duro.
Oi, leitora, queridíssima que entra e não comenta.
Passei só pra dizer que meu fim de semana foi fabuloso e que eu ri muito de Zéu Britto na peça “Decameron”. Agora, no retorno ao lar, vou já já assistir “Herbie”, com a Lindsay Lohan, na “tela fria” da Globo. Não que eu me interesse pelo filme, mas pra lembrar como a Lindsay era gatinha 4 anos atrás.
Eu nem vou falar muito, olha você mesma:
Lindsay em HERBIE, 2005:
LiLo, aos 19 anos
Lindsay na bagaça, 2009:
LiLo, aos 23 aninhos (???!!!!)
Deu medo!
Pra mim, nessas fotos atuais ela parece um elo perdido entre a cantora Maysa (nos piores dias) e a Donatela Versace (pós-botox).
Elo perdido: Maysa, Lindsay e Donatela
Olha, depois as bibas que me cercam falam que mulher que “cai na sapatagem”, engorda, relaxa, fica feia, descuidada e o diabo a quatro, mas, diante de um exemplo deprimente desses, eu nem tenho muito pra argumentar, né gata? LiLo, sinceramente, eu só lamento.
Então, bolachinha que tá começando a sapatear agora, por favor, esqueça o péssimo exemplo de miss Lohan e faça como faz tia Simone, sapateando discretamente 60 há anos e batendo o maior bolão.
Daí que a Isabela me passou o endereço das 100 bolachas masculinas mais quentes para as americanas (Tammy Gretchen, a lista não é de A a Z. C tá fora!). Já que eu não tô fazendo nada, não gosto de novela e me recuso a ir pra balada hetero de quinta-feira, resolvi eleger uma caminhoneira pra chamar de minha.
Ôpa, 100 não, porque 13 transmen foram removid@s da lista. Agora, me pergunta o que é transmen! … Não sei! Não faço a menor idéia. E acho até bom que essa lista tenha diminuído, porque com 87 estava dificílimo achar minha escolhida.
Enfim, foi duríssima a tarefa de eleger minha predileta no Top Hot Butches. As gêmeas Tegan e Sara (uuuh, delícia!) estão lá e se eu tivesse ficado com elas, faria uma economia danada, porque seriam duas pelo preço de uma. Pacote fechado com fetiche incluso. Amo!
Aaah e também tinha a Katherine Moennig (wow, Shane), a atriz Deak Evgenikos (ela é masculina??), a Daniela Sea (linda), Jenny Shimizu (Jolie, eu posso?), Joan Jett (adorei o som) e tantas outras com quem eu teria coragem de fazer muitas coisas sujas e malvadas.
Mas a escolhida foi uma dyke que me pareceu tão meiguinha. Achei super simpática a rapariga. Minha eleita é a número 53, Ellis. Olha que lidinha:
Ai, ai, parece o Pedrinho, um menino de quem eu gostava na infância (antes, bem antes disso tudo…). Vai ver que eu queria mesmo era uma Ellis e ainda não sabia.
Aproveita que não tá fazendo nada, vai lá e escolhe uma também, boba.
Pra embalar o post, minha escolhida cantando
Xêro!
PS: Fiquei revoltada porque Michelle Wolff pegou menção honrosa. Como assim?????
Alô, bolachinha ainda não-alfabetizada em lesbianês culto. Cheguei da rua super didática hoje e, antes de dar aquela passeada sagrada no blog das amigas, quero falar sobre essa palavrinha difícil que ronda nosso universo sem passear muito em nossas bocas.
Quem não sabe o que é cunnilingus?
Se você, bolacha querida, teve a ousadia de incluir-se entre as quem não sabem de que trata o termo, quero dizer que você simplesmente não deve estar ligando o nome a pessoa, porque cunnilingus é a preferência sexual de 10 entre 10 lésbicas, fofa!
O termo provém da junção das palavras cunni (vulva) + lingus (língua). Ou seja, a prática buco-vaginal nada mais é do que a boa e velha chupada na buceta. Por favor, não vá confundir jamais com aquele “sorvete” esquisito que homem gosta, chamado felatio (ou felação) e que em nada me importa.
Dito isto, é necessário esclarecer que o difícil no cunnilingus não é a pronúncia, o sentido, nem tão pouco a prática (uuh, delícia!). O difícil no cunnilingus é a busca por sinônimos. Afinal de contas, como é que você costuma chamar? Chupada? Boquete? Lambida no carpete?… Difícil, né?
O que eu sei é que, apesar da palavra ter até certa elegância, não dá pra sussurrar no ouvido da moça: “hmm, amor, me faz um cunnilingus…?”
Xêro!
PS: As sereiaszinhas ao fundo não são super gracinhas??
Oi, coisinha linda que me lê por pura falta do que fazer. Tô super didática hoje. Sendo assim, vou dividir com as bolachetes um pouco de minha cultura lesbianesa. Na aula de hoje, o termo “fancha”.
Palavra muito utilizada no bolachês moderno, fancha está para fanchona como sapa está para sapatão. Ou seja, um apelido, antes grosseiro, ora revisado com carinho e orgulho. Prova disso são os blogs que ostentam aquele que um dia foi palavrão, como o Fanshas e o Fancha Laranja.
Mas, etimologicamente falando, de onde diabos vem esse termo?
No meu Michaelis não existe registro. Apesar disso, qualquer sinuqueira boa de buraco sabe que fancho é aquele taco especial que ajuda a gente a meter com força e elegância aquela bolinha mais distante.
Êpa, mas o Dicionário Informal garante que fanchona é lésbica. E não só ele. Um vizinho maldoso que eu tive em São Paulo gostava de chamar as mais robustinhas de “fanchonas”. Isso numa época em que eu nem acendia vela pra deusa Xana… Evitei dar pinta e não me aprofundei no tema. Mas eis que um dia, ouço o tal vizinho chamando um outro cara de “fancho”. Não me agüentei e perguntei qual o sentido. Daí ele me explicou:
- Porque o fancho não mete. Fancho só faz ajeitar pro outro meter. Meus olhos se reviram perdidos no horizonte, como se eu estivesse tentando calcular de cabeça qual a quarta parte da raiz quadrada de 44. Eu estava entendendo…
Fazia um certo sentido o que ele me dizia, porque, até então, no meu entendimento (!), a lésbica só encaixava e friccionava, não metia nada. No entanto, pouco tempo depois, percebi que a coisa não era bem assim. Com o empirismo de minha própria fricção científica, percebi que o buraco dessa sinuca era muito mais embaixo e que as fanchas metem sim, sem pena nem dó. Alguém duvida?
Preciso de uma analista urgente. Servem as edições de botequim…
Menina, eu tava surfando na minha boa net e escorreguei no delicioso 43/43, um blog que está nesse momento abordando um dos temas favoritos: asfanchas inéditas. Dei mais uns passos no mouse e caí numa descrição de mim em “A desbravadora” , eu vou repetir aqui, para registrar na minha mente, porque a definição é boa:
“O que ela gosta é da adrenalina da conquista. E quanto mais difícil a empreitada, melhor. Sua preferência? Mulheres heterossexuais, claro. A isso se adiciona um ou outro fator complicador: ser a chefe, ou a estagiária; uma prima distante; a ex-namorada de um grande amigo (ou até mesmo a atual); a vizinha mãe solteira”. (AMARAL, 43/44, 2009)
Gente, eu não sabia que tinha manual pra isso. Que coisa! Mas a verdade é exatamente essa. Gosto mesmo de desbravar, de cortar o rabo. Pra mim, conversão de hetero tinha que ser pelo menos uma respeitada modalidade olímpica. Medalha de ouro para a bolacha que converter mais rápido e com maior precisão. Sendo queo acúmulo de tentativas já mereceria uma menção honrosa.
Enfim, como diz Shirley Manson, “I’m only happy when it is complicated”. Desde pequena, eu gosto mesmo é das difíceis, das virtuosas. Por exemplo, não basta ser casada, tem que ser casada com amigo meu, pra dar nervoso. Não basta ser hetero, tem que ser religiosa, temente a Deus. Não basta ser líder de turma, tem que ser pelo menos bonita, dessas que não costumam dar bola pra mulher feia. Eu gosto daquelas que estão lá no alto do pedestal. Sinto muito pelo trocadilho, mas a pura verdade é que, pra mim, só o cume interessa. Eu sinceramente não sei o que é essa síndrome de Dangerous Liaisons, mas será que tem cura, doutora? Porque isso dá um trabalho…