Freaks, um conto lésbico maravilhoso

21 21UTC Outubro 21UTC 2009

 

macacaOi, leitora que entra e não comenta porra nenhuma. Tô um doce hoje!

Na realidade, eu quero é falar com você, leitora tarada, que todo santo dia entra nessa bagaça procurando “contos lésbicos”. O seu google até já sabe suas preferências, né? Deus é mais, irmã!

Mas, tudo bem, vou te dar uma forra hoje – não te acostuma!

Na falta do que fazer e sem medo de ser processada pelo Fator X , vou postar o conto FREAKS, da Niña, que eu acho um looosho e me deixa de pau duro.

É história lésbica que tu queres? Então toma-te.

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Erotismo premiado: sua história na Parada L

28 28UTC Setembro 28UTC 2009

Oi, leitora que adoooooora, conto erótico e ama uma novelinha lésbica.

Sabe aquela história escabrosa que você não tem coragem de contar pras amigas? Pois chegou a hora de você botar pra fora a mulher indecente que existe em você e jogar tudo nesse teclado sujo de biscoito. Escreve tudinho e com detalhes, porque o Parada Lésbica, está realizando o “I Concurso de Contos Eróticos Parada HOT & Magisex”.

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Além dos prêmios, o que está em jogo é a participação das autoras no PARADA HOT, aquela que, segundo a DEL (dona do site) “promete ser uma ramificação do Parada Lésbica, totalmente voltada pra o erotismo”. Ui!
E vai ter espaço para todas: para as românticas (Categoria Light: sem putaria) e para as afogueadas (Categoria Hot: siricutico completo).

Para você ter uma idéia de como tem bombado o Parada, a Del tem registrado cerca de 20 mil visitas por dia. É o sucesso, né gata?

Corre e te inscreve aqui

Xêro!


Soul Parsifal e a volta de Hellena

23 23UTC Setembro 23UTC 2009

Oi, leitora que já está me xingando por demorar a postar em Grandes Achados e Amores Perdidos. Hellena está de volta! Pode ir lá conferir. E o capítulo tem “Soul Parsifal” como música “final de temporada”, porque hoje Hellena encerra um ciclo de sua vidinha sapa: o ciclo das tentativas frustradas.

Para as que têm juízo e não estão seguindo a história, deixo como herança “Soul Parsifal”, letra linda de Marisa Monte (ai, quem dera que ela gravasse) e música igualmente fofa de Renato Russo, na voz do líder da Legião Urbana, em seus momentos finais de “Tempestade”.

Xêro pra Fryda, que revisou o cap.!

Soul Parsifal

Legião Urbana
Composição: Renato Russo / Marisa Monte

Ninguém vai me dizer o que sentir
Meu coração está desperto
É sereno nosso amor e santo este lugar
Dos tempos de tristeza tive o tanto que era bom
Eu tive o teu veneno
E o sopro leve do luarPorque foi calma a tempestade
E tua lembrança, a estrela a me guiar
Da alfazema fiz um bordado
Vem, meu amor, é hora de acordar

Tenho anis
Tenho hortelã
Tenho um cesto de flores
Eu tenho um jardim e uma canção
Vivo feliz, tenho amor
Eu tenho um desejo e um coração
Tenho coragem e sei quem eu sou
Eu tenho um segredo e uma oração

Vê que a minha força é quase santa
Como foi santo o meu penar
Pecado é provocar desejo
E depois renunciar

Estive cansado
Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado
Não falo pelos outros
Só falo por mim
Ninguém vai me dizer o que sentir

Tenho jasmim tenho hortelã
Eu tenho um anjo, eu tenho uma irmã
Com a saudade teci uma prece
E preparei erva-cidreira no café da manhã
Ninguém vai me dizer o que sentir
E eu vou cantar uma canção p’rá mim


Annie Leibovitz me emociona

11 11UTC Setembro 11UTC 2009

Oi, Leitora.

Deixa os Rolling Stones rolando aí que eu quero te contar uma coisa.

Annie_Leibovitz

Li no G1 que a fotógrafa Annie Leibovitz fechou um acordo hoje com a financeira que lhe emprestou 24 milhões de dólares. A medida é um passo para que Annie recupere o controle de seu maior patrimônio: suas fotografias. Maravilhosas e emocionantes, as fotos de Annie haviam sido colocadas como garantia para o empréstimo.

Ontem eu fiquei chocada com a reportagem dizendo de que ela poderia perder tudo o que tem. Hoje, achei maravilhosa a notícia. Torço por Annie Leibovitz, sou totalmente fã de seu trabalho e – como não poderia deixar de acrescentar – sim, eu daria pra ela com gosto. Impossível eu não dizer isso. Tenho um fascínio por ela desde que eu tinha uns 13 e queria ser fotógrafa. E eu juro pra você, leitora: eu gostei primeiro da foto, depois da artista. Ah, lógico, para mim, o trabalho de Leibovitz é pura arte.

Lésbica, sensível e poderosa, dona de quatro das cinco melhores capas da revista Rolling Stone, Annie é provavelmente O melhor fotógrafO do mundo. Falo “O” para não deixar dúvidas, em nosso português de que ela é a melhor, dentre todos os gêneros. Fotografou John Lennon em seu último dia de vida, fotografou Allen Ginsberg fumando maconha, fotografou artistas de todo jeito, fotografou anônimos, fotografou a rainha Elizabeth, mas, melhor, que tudo isso, fotografou sua própria vida.

No Livro “A Photographer’s Life (1990 a 2005)” Annie Leibovitz retrata 15 anos de sua vida, ao lado da companheira, a renomada escritora Susan Sontag. Sem terem formalizado a união (Annie afirmava serem “lovers”), elas foram amantes até a morte de Susan, vítima do câncer, em 2004. “Li” o livros aos pedaços, por aí, porque quando estava à venda eu não tinha grana para comprá-lo (arrependo-me por não ter economizado), mas conheço a história.

Dezesseis anos mais jovem do que Susan, Annie Leibovitz teve três filhas durante essa relação com a escritora. Depois da perda da companheira, perdeu também os pais e, como se pôde notar, deixou de lado as coisas práticas da vida (como as finanças). Com belíssimas imagens, ela conta partes dessa história no livro. O trabalho tem arrancado depoimentos apaixonados, mas não é só o trabalho dela como fotógrafa que me impressiona. A vida de Annie Leibovitz me emociona muito.

annieliebovitz

Susan Sontag, por Annie Leibovitz

Sobre a dívida, eu não quero falar nada, porque é até grosseiro ficar imaginando como essa mulher fantástica, que obteve com seu trabalho uma fortuna avaliada em 80 milhões de dólares, conseguiu se endividar tanto. Olhando a fatura absurda do meu cartão de crédito, quem sou eu pra qualquer coisa falar sobre gastos? Além do mais, os jornais já se ocuparam disso.

Sobre a notícia de hoje, o que eu quero mesmo é pensar que essa mulher admirável, o ícone de minha adolescência, talvez tenha uma noite tranqüila. E eu lhe desejo paz.
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PS: se você incrivelmente não conhece o trabalho de Annie Leibovitz e está com preguiça de procurar no Google, pode conferir algumas imagens no vídeo acima. Elas ajudam a lembrar ou a ter uma vaga idéia sobre o trabalho da fotógrafa, ou veja isto.


Nossa língua lesbianesa: cunnillingus

2 02UTC Setembro 02UTC 2009

chupada

Alô, bolachinha ainda não-alfabetizada em lesbianês culto. Cheguei da rua super didática hoje e, antes de dar aquela passeada sagrada no blog das amigas, quero falar sobre essa palavrinha difícil que ronda nosso universo sem passear muito em nossas bocas.

Quem não sabe o que é cunnilingus?

Se você, bolacha querida, teve a ousadia de incluir-se entre as quem não sabem de que trata o termo, quero dizer que você simplesmente não deve estar ligando o nome a pessoa, porque cunnilingus é a preferência sexual de 10 entre 10 lésbicas, fofa!

O termo provém da junção das palavras cunni (vulva) + lingus (língua). Ou seja, a prática buco-vaginal nada mais é do que a boa e velha chupada na buceta. Por favor, não vá confundir jamais com aquele “sorvete” esquisito que homem gosta, chamado felatio (ou felação) e que em nada me importa.

Dito isto, é necessário esclarecer que o difícil no cunnilingus não é a pronúncia, o sentido, nem tão pouco a prática (uuh, delícia!). O difícil no cunnilingus é a busca por sinônimos. Afinal de contas, como é que você costuma chamar? Chupada? Boquete? Lambida no carpete?… Difícil, né?

O que eu sei é que, apesar da palavra ter até certa elegância, não dá pra sussurrar no ouvido da moça: “hmm, amor, me faz um cunnilingus…?

Xêro!

PS: As sereiaszinhas ao fundo não são super gracinhas??


O MSN atrasa a minha vida

28 28UTC Agosto 28UTC 2009

Day

Oi, leitora desocupada que ainda tá na esperança de ler um pedaço do conto. Estou aqui apenas para postar meu pedido de desculpas pelo imenso atraso em atualizar a história. Hoje, eu me esforcei imensamente pra atualizar a história, mas, entre outras mocinhas on line, hoje estavam a sumídíssima Duda, a cheia de histórias Marcia Paula e a Day, dona desse tanquinho acima, aprovado pelo Inmetro.

A Duda tá fugindo da Polícia e não aceita revelar o teor das indiscrições, mas olha o nível do diálogo:

Marcia Paula diz:
a Mar eu beijei e tempos depois levei para a minha casa
no começo ela foi passiva, sabe como é
quando eu pedi pra ela me tocar foi um furdunço
orgasmo à jato
ela até se assustou coitada
Mallika diz:
huahaiuauahuahaah

Definitivamente, o MSN atrasa a minha vida.

Xêro!

PS: Em 20 minutos tem um pedacinho mais de texto. Pode conferir.


Nossa língua Lesbianesa: Fancha

27 27UTC Agosto 27UTC 2009

Oi, coisinha linda que me lê por pura falta do que fazer. Tô super didática hoje. Sendo assim, vou dividir com as bolachetes um pouco de minha cultura lesbianesa. Na aula de hoje, o termo “fancha”.

Palavra muito utilizada no bolachês moderno, fancha está para fanchona como sapa está para sapatão. Ou seja, um apelido, antes grosseiro, ora revisado com carinho e orgulho. Prova disso são os blogs que ostentam aquele que um dia foi palavrão, como o Fanshas e o Fancha Laranja.

Mas, etimologicamente falando, de onde diabos vem esse termo?

No meu Michaelis não existe registro. Apesar disso, qualquer sinuqueira boa de buraco sabe que fancho é aquele taco especial que ajuda a gente a meter com força e elegância aquela bolinha mais distante.

fancho
Êpa, mas o Dicionário Informal garante que fanchona é lésbica. E não só ele. Um vizinho maldoso que eu tive em São Paulo gostava de chamar as mais robustinhas de “fanchonas”. Isso numa época em que eu nem acendia vela pra deusa Xana… Evitei dar pinta e não me aprofundei no tema. Mas eis que um dia, ouço o tal vizinho chamando um outro cara de “fancho”. Não me agüentei e perguntei qual o sentido. Daí ele me explicou:

- Porque o fancho não mete. Fancho só faz ajeitar pro outro meter. Meus olhos se reviram perdidos no horizonte, como se eu estivesse tentando calcular de cabeça qual a quarta parte da raiz quadrada de 44. Eu estava entendendo…

Fazia um certo sentido o que ele me dizia, porque, até então, no meu entendimento (!), a lésbica só encaixava e friccionava, não metia nada. No entanto, pouco tempo depois, percebi que a coisa não era bem assim. Com o empirismo de minha própria fricção científica, percebi que o buraco dessa sinuca era muito mais embaixo e que as fanchas metem sim, sem pena nem dó. Alguém duvida?

Xêro!


Prato de entrada…

25 25UTC Agosto 25UTC 2009

Oi, Mallika, tô aqui…! Pessoal, eu sou a Isabela, do Notas, e a Mallika me convidou para fazer algumas postagens no blog. Já que o Notas está “entrando” no Bolacha, e isso fica um pouco sugestivo, fica aí um primeiro post bem legal.

Sobre… Pornografia, claro, na web. Vamos lá. Vou linkar aqui para vocês alguns sites de contos eróticos (que acho que as leitoras do Bolacha já conhecem, mas não custa nada colocar aqui de novo):

Bom, sites de vídeos, que é o que está em alta, principalmente se sua conexão for boa. Veja lá. Se você não sabe, é só abrir, procurar a caixa de pesquisa e digitar as palavras-chaves “lesbians”, “lesbians in bed”, ou como preferirem.

Que mais? Os blogs lésbicos. Se você é uma boa sapa de vida virtual, sabe que nossos contos romanceados sempre têm um momento H entre um capítulo e outro. Vejamos, pesquisei alguns blogs aqui que parecem ser interessantes, e são focados em erotismo:

E esse daqui (Trepamos por Prazer) não abra querendo algo sério porque é pura comédia. Agora, mais um, que eu tirei da manga, isso se você curtir imagens. Chega muitos links para downloads de revistas pornôs, inclusive Playboys: Banca de Revista.

Divirtam-se, e até a próxima.


Mallika – O retorno de Jedyke

10 10UTC Agosto 10UTC 2009

Amorecos do meu Brasil veranil, eu voltei. Com muito mais alegria de viver, mais dyke do que antes e com muito menos grana na conta, mas enfim estou de volta – porque já estava mais do que na hora de largar aquela praia e voltar ao batente, né?

Pois bem, atendendo a milhares de quatro pedidos, eu escrevi mais algumas linhas no meu continho, portanto: tem capítulo novo em “Grandes Achados e Amores Perdidos”.

E para as taradas de plantão, aviso que muito em breve teremos “cena” de sexo. Aliás tô quase escrevendo uma chamada para esse conto avisando: “Breve: sexo neste local”. K k k k k k k k. Mas, por enquanto, essa história tá parece festa de criança: ninguém pega ninguém.

Bom, como eu voltei hoje, não posso me desgastar muito com essa escrita, vou jogar minha roupa suja na máquina e passear pelo blog das amigas.

Amanhã eu tô aí.

Xêros bronzeados!


Jornalistas: viva a opinião sem diploma!

29 29UTC Junho 29UTC 2009

Oi, bolacha jornalista que vai já já se chatear comigo.

jornalismo

Aproveito meus 15 minutos de seriedade para deixar claro: gostei muitíssimo do fim da exigência de diploma no jornalismo. Não acho que essa seja uma profissão na qual o conhecimento acadêmico-científico é fundamental. Assim como na literatura e nas artes cênicas, a experiência acadêmica é enriquecedora e extremamente importante, mas não é fundamental.

Quando compro um jornal, estou comprando arte (da boa escrita) e opinião. O mesmo não ocorre quando eu compro um habeas corpus ou uma cirurgia. Não quero achismos em uma cirurgia, quero a coisa certa, exata e precisa. Quero que meu médico e meu advogado sejam donos da verdade, coisa que não exijo de nenhum jornalista.

Acho até que mecânicos de carro deveriam ter diploma, porque eles fazem cirurgias no meu carro e eu não tenho um conselho para reclamar. Jornalistas, entretanto, vendem, sobretudo, uma opinião e essa não precisa ser correta, nem exata.

Se jornalismo fosse mesmo o que os profissionais dizem ser, saberíamos, pela imprensa, que não temos educação pública há mais de 15 anos nesse país. Que simplesmente não existe mais reprovação nas escolas públicas e que o governo neo-liberal transformou nossos professores em babás. O que diz a imprensa sobre isso? Diz que o fundamental é ter diploma. O fato de não termos educação básica na rede pública é um fato menor.

Embora eu tenha dois pés atrás com a parcialíssima revista Veja, eu me vi concordando com a “Carta ao leitor” que aplaudiu o fim da exigência de diploma e, mais ainda, concordo em gênero número e grau com o antropólogo George Zarur , para quem a reserva de mercado para os diplomado “consiste em evidente cerceamento da liberdade de expressão e da livre troca de idéias”

Pois minha opinião vai de graça: o fundamental é ter algo a dizer.

Xêro!