
Tô passada! Eu não sei em que mundo eu andava e nem porque eu não soube antes desse tanto de mulher que virou homem e depois virou… ah, nem sei.. virou mãe, virou gay. Amadas, confesso que me perdi nas definições.
Mas olha aí Buck Angel, este senhor barbado, com cara de skinhead-super-macho, é mulher (!) e faz filmes gays como homem (!!), com o diferencial de que faz sexo usando a boa e velha vagina (!!!) que Deus lhe deu. Pra entender, não precisa nem ver os filmes, é só dar uma olhada nas imagens do pornozão “BuckBack Mountain” (adorei o gracejo do título).
Veja o site do filme:

Alerta: conteúdo pornográfico!
E olha só o “antes e depois” de Buck Angel, para você ter uma idéia de como a moça mudou desde o tempo que não usava barba.
Buck Angel: Antes e Depois

Olhando a foto do “antes”, não vou mentir: eu faria!.. Mas com essa careca e essa barba, nã-nã-ni-nã-não! Não é que eu tenha qualquer coisa contra as butch, as drag-king e nem com os transgêneros em geral, é que simplesmente não gosto de cheiro de homem e ponto final!
Aí eu tava toda passada com essa história da Buck quando um amigo me disse: pior é a tal de Thomas Beatie, o “homem grávido”! Aaaaaaah! Na hora eu não levei fé, mas o pior é que é tudo verdade. Pior pra mim, lógico, que não estava sabendo de nada disso. Fui atrás e conferi: a moça, quero dizer, o cara engravidou mesmo. Mas como é isso? Agora ele é papai ou mamãe? As imagens falam por si, por isso deixo vocês com o resumão das mudanças de Thomas.
Tracy LaGondino virando… Thomas Beatie:

papai ou mamãe?
E essa conversa começou porque, em “The L Word”, a Moira (Daniela Sea) virou Max, botou barba na cara e… engravidou de Tom Mater (Jon Wolfe Nelson), um cara bem resolvido com sua homossexualidade. E olha que essa relação com homens gays não é nenhuma novidade na vida de Max. Eu me lembro muito bem que a ex de Jenny Schecter já havia traçado Billie Blaikie (Alan Cumming, o noturno de “X-men”), em pleno banheirão do “Planet”.
Antes disso, eu já tinha ficado brevemente passada com a transformista Judy (Peter Outerbridge), de “Melhor que chocolate”, que passa o filme inteirinho paquerando a lésbica Frances (Ann-Marie MacDonald), dona de uma livraria. Mas o que era aquilo, afinal, um viado lésbico? No final, o amor sem fronteiras da trans pela lésbica acaba vencendo e eu fiquei ali, de queixo caído. Fala sério, em que mundo eu vivo, né? Mas isso tudo era ficção. Depois de Buck e Thomas, eu creio cada vez mais que nada supera a vida real.
Bom, deixa eu fazer o meu review do primeiro episódio da sexta temporada de “The L Word” que eu ganho mais.
Xêro pra quem é dyke!